A situação sobre a permanência ou saída do meia Dodô segue rendendo no Náutico. Nesta terça-feira (14), o presidente Bruno Becker falou sobre o assunto durante a entrevista coletiva no CT Wilson Campos.

De acordo com o mandatário, o atleta não deseja permanecer no clube, mas afirmou que não irá liberar o meia em um cenário que venha a trazer prejuízo para o Náutico.
“Não tivemos problema algum com o Coimbra. A relação entre os clubes está dentro do que a relação institucional pede. Em relação ao atleta e empresário, nós tivemos ruídos, sim. O Náutico assinou um contrato que prevê, em caso de proposta, o exercício do direito de compra no valor de R$ 800 mil, no pagamento de cinco parcelas, com a primeira vencendo em fevereiro do ano que vem. Em nada abala o contrato que o atleta tem no final do ano com o clube. O Náutico procurou para tratar da renovação, mas a contrapartida que teve foi a ausência no treinamento”, disse.
“Não vou entrar no mérito apresentado como justificativa, mas não houve contato dele no dia da ausência. Ele está integrado, é atleta do clube e não vamos abrir mão dos nossos direitos ou sair no prejuízo por conta de uma atitude de quem quer que seja. Se alguns acham que vão forçar uma situação para deixar prejuízo na mesa do clube e eles se beneficiarem, estão enganados. Essa época, se é que houve por aqui, já passou faz tempo”, continuou.
Bruno Becker também afirmou que não medirá esforços para defender os interesses do clube e afirmou que irá judicializar o caso se for necessário.
“Antes do jogo do Juventude, houve uma sinalização muito sutil para o atleta não ir a campo porque estava sem cabeça. Partiu do próprio jogador. Ele foi a campo porque tinha contrato. Posteriormente, veio uma proposta (da Coreia do Sul) e agora no final da semana houve o contato do jurídico do atleta. Tento diferenciar minha função de presidente com a de advogado, mas quando se coloca jurídico no meio, eu sei que quer se fazer algo que, contratualmente, não é permitido”, falou.
“Está claro que o atleta não quer ficar no Náutico, mas está ainda mais claro que o Náutico não sairá prejudicado. O clube exigirá o cumprimento de tudo que foi estabelecido contratualmente. Quem precisa trazer uma solução diferente é o atleta e seu staff. É simples e direto. Não vamos liberar um jogador e trazer prejuízo ao clube porque, se acontecer o inverso, o Náutico será criticado. O jurídico do clube é competente e as providências vão de acordo de como os fatos se mostram. Se tiver de puxar a corda e judicializar, nós vamos fazer”, completou.











