Vivendo um momento ruim na Série B, onde amarga um jejum de sete partidas sem vitórias, o Náutico não realizará mudanças no comando técnico da equipe. A informação foi confirmada pelo presidente Bruno Becker, em entrevista concedida nesta terça-feira (14), no CT Wilson Campos, na Guabiraba.
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De acordo com o mandatário alvirrubro, não é o momento ideal para realizar mudanças radicais no planejamento que vem sendo implementado no futebol para a temporada, mas afirmou que haverá saídas de jogadores do elenco.
“O momento é delicado, requer atenção. É de insatisfação, indignação, mas que, sobretudo, requer decisões dentro do que entendemos adequado para o projeto do clube. Decisões adequadas dentro de uma lógica racional que estamos aplicando desde janeiro de 2024. Precisamos fazer mudanças e elas não passam por alteração de projeto ou modelo, mas passam por mudanças no elenco, com saídas, chegadas e ajustes. Não é o momento de mudanças radicais de comando de equipe ou de modificação de diretoria, mas esperamos que tragam respostas em curto prazo”, disse.
“Nem eu tenho cadeira cativa no clube. Posso ser retirado por uma Assembleia Geral de Sócios, afastado pelo Conselho Deliberativo ou sair por mim mesmo ao entender que não contribui mais com o clube. Pode parecer contraditório o que estou dizendo, mas dentro do que estamos querendo fazer, eu não enxergo qual é o limite (para uma possível saída dos treinadores). Se são duas, três rodadas ou até o final do ano. Faremos tudo que for necessário para manter nosso projeto exitoso”, afirmou.
Bruno Becker também falou sobre o papel que vem sendo exercido por Hélio e Guilherme dos Anjos na busca por reforços para o elenco e afirmou que os profissionais não tem autonomia total no departamento de futebol.
“A autonomia de Hélio e Guilherme é igual à autonomia que qualquer outro setor do clube tem, é uma autonomia limitada. A responsabilidade é sempre do presidente. Em relação ao processo de contratação, se eu dissesse que todas as contratações passam por mim, eu estaria falando o óbvio. Sou eu que assino o contrato”, iniciou.
“As contratações passam por mim desde o início. Pensam em tal jogador, a gente se reúne e pode seguir. Esse ‘ok’ tem uma série de perguntas e questionamentos para se iniciar uma sondagem. Existe uma autonomia no processo de indicar o jogador. É claro que a indicação do treinador tem peso dentro do modelo de projeto, mas a responsabilidade não é só de Hélio e Guilherme e a autonomia não é plena”, completou.
O presidente também falou sobre a questão referente aos salários atrasados e afirmou que o clube vem trabalhando para que o problema possa ser solucionado.
“Não pode ser normalizado e nunca vou normalizar salário atrasado. O clube está buscando resolver, da mesma forma que buscamos e conseguimos equalizar isso em 2024 e 2025. O desafio é maior. Estar na Série B, naturalmente, traz desafios maiores, inclusive na questão orçamentária e de fluxo de caixa”, falou.
“Acredito que nós vamos conseguir, dentro das frentes que foram abertas, regularizar o quanto antes. Não só a questão de salário, mas também a questão do orçamento para o resto do clube. É um ponto que pode estar interferindo no rendimento. Não estou falando de jogador fazendo ‘corpo mole’ ou desinteressado, mas é natural que, quando existe um inadimplemento salarial, as pessoas fiquem preocupadas”, completou.












