Ademar Rigueira critica omissão da Polícia Militar após invasão de organizada no CT do Sport

A invasão do CT do Sport por membros de torcida organizada gerou forte repercussão e críticas à atuação da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Em coletiva, Ademar Rigueira, presidente do Conselho Deliberativo rubro‑negro, acusou a corporação de omissão e negou veracidade à versão oficial de que o protesto teria transcorrido de “forma pacífica”.
Rigueira reforçou que o clube solicitou reforço policial após tomar conhecimento prévio da mobilização e contestou o argumento de que nada teria acontecido: “Na hora da invasão, pelo menos, os relatos que nós temos é que a polícia não estava no local. […] Isso pode ter sido um engano, ele tem que ser apurado, mas, de fato, o que se sabe é que a polícia não estava.”
O dirigente classificou como “absurda” a versão oficial de ausência de atos violentos. Segundo ele, houve danos ao patrimônio do clube e nenhum policial entrou em ação para evitar o confronto. “Houve a invasão e a polícia chega depois da invasão. Então, assim, a polícia relatar que não houve atos de violência, isso é absurdo, chega a ser grave a afirmação, porque o clube foi invadido, o clube foi depredado, houve o dano ao patrimônio do clube, e a polícia se manteve sempre ausente desse confronto”, completou.
Rigueira também apontou falta de iniciativa preventiva por parte da corporação. “Claro que, quando a polícia chegou, os jogadores estavam aqui na frente e a torcida organizada estava naquela situação que vocês viram. Mas, em nenhum momento, a polícia militar… eu acho que nós não temos nem conhecimento que eles saíram do carro. Não teve nenhum confronto, nenhuma atitude, mesmo que preventiva, da polícia militar. E eles chegaram após a invasão.”
Em nota, a PMPE defendeu atuação em caráter preventivo e garantiu que acompanhou a chegada dos torcedores sem presenciar “quebra da legalidade”. O texto destaca também que portões teriam sido abertos sem indícios de arrombamento e sem registro de tumulto.
Para responsabilizar os líderes do protesto, o Sport vai solicitar inquérito ao Ministério Público de Pernambuco. Rigueira revelou que o clube pretende usar biometria facial para identificar envolvidos. “Vamos levar isso tudo e as pessoas que praticaram isso vão ser punidas pelo crime de invasão, pelo crime de ameaça, pelo crime de dano ao patrimônio do esporte, e isso nós não vamos abrir mão.”
A reunião com o MPPE está marcada para a manhã desta sexta-feira. O clube espera encaminhar denúncias formais contra os membros da organizada ainda nesta semana, além de reforçar a segurança no CT em parceria com as autoridades estaduais.
Polícia Militar emitiu nova nota sobre o caso
Após as declarações do presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Ademar Rigueira, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (17) sobre a invasão do CT, a Polícia Militar emitiu nova nota sobre o caso. Segundo o comunicado, durante o período que esteve no local, não houve solicitação do clube para atuação ou intervenção policial e afirmou que esteve presente para prevenir e coibir possíveis atos de violência na área externa.
Ainda de acordo com a nota “até o momento, não foi registrado boletim de ocorrência relacionado aos fatos, o que compromete a apuração adequada de possíveis delitos” e encerrou lamentando que o clube tenha permitido a entrada de integrantes de torcidas organizadas em suas dependências.
Confira abaixo a nota emitida pela Polícia Militar nesta quinta-feira (17) na íntegra:
“A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) informa que esteve presente com o objetivo de prevenir e coibir possíveis atos de violência, na área externa do clube.
A Corporação destaca que, durante o período em que esteve no local, não houve qualquer solicitação por parte do Sport Club do Recife para atuação ou intervenção policial, sendo a segurança do Centro de Treinamento de responsabilidade exclusiva do clube.
Ressalta-se ainda que, até o momento, não foi registrado boletim de ocorrência relacionado aos fatos, o que compromete a apuração adequada de possíveis delitos.
Por fim, a PMPE lamenta que o Clube tenha permitido a entrada de integrantes de torcidas organizadas em suas dependências, especialmente num momento em que a instituição mantém diálogo permanente para disciplinar e regulamentar o acesso dessas torcidas aos estádios, visando à segurança de todos os envolvidos no futebol pernambucano.”
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