Náutico não toma conhecimento do Retrô e vence com tranquilidade nos Aflitos.
Em mais uma noite inspirada nos Aflitos, o Náutico não tomou conhecimento do Retrô e aplicou um sonoro 3 x 0 para seguir firme na luta por uma vaga na próxima fase da Série C. A vitória, construída com domínio desde os primeiros minutos, representa o sétimo jogo sem derrota da equipe alvirrubra, que agora aparece no G-4, em 3º lugar, com os mesmos 26 pontos do Londrina.
O grande nome da partida foi Patrick Allan. O meia entrou ainda na etapa inicial no lugar de Lucas Cardoso e, em pouco mais de 45 minutos, participou dos três gols: marcou o primeiro e deu assistência para os outros dois, assinando uma das atuações mais consistentes do Náutico na temporada. A Fênix, por outro lado, pouco conseguiu fazer e se afundou ainda mais na vice-lanterna.

Primeiro tempo: mudança decisiva e vantagem construída
O Náutico iniciou o jogo disposto a resolver cedo. Mesmo sem transformar a posse em chances claras nos primeiros 30 minutos, o time mostrava mais intensidade e tentava acelerar com Vinícius e Helio Borges pelas pontas. O Retrô, por sua vez, se resumia a bolas paradas e tentativas de Felipe Ferreira, sem ameaçar o goleiro Muriel.
O cenário da partida mudou aos 28 minutos, quando Lucas Cardoso sentiu dores no joelho e foi substituído por Patrick Allan. A troca teve efeito imediato. Com mais mobilidade no meio e qualidade no último passe, o Timbu cresceu. Aos 41 minutos, após jogada de Hélio Borges, Patrick pegou o rebote e mandou para o fundo da rede: 1 x 0.
O gol deu justiça ao que o Náutico produziu em campo. Mesmo com poucos arremates, a equipe foi superior durante toda a primeira metade. O Retrô seguia travado, sem conseguir sair da pressão nem incomodar a defesa adversária, e terminou o primeiro tempo com apenas uma finalização perigosa.
Segundo tempo: blitz alvirrubra liquida o jogo
O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro: com o Náutico mandando no jogo. E não demorou para ampliar. Logo aos dois minutos, Patrick Allan encontrou Vinícius livre. O chute do camisa 11 desviou na zaga e enganou o goleiro: 2 x 0. Três minutos depois, nova assistência de Patrick, agora para Hélio Borges finalizar de cabeça e fazer o terceiro.
Com o placar construído ainda no início da etapa, o Timbu administrou a vantagem com inteligência. Sem forçar muito, conseguiu manter o controle e ainda criou algumas oportunidades em finalizações de fora da área, sempre com Patrick articulando.
Já o Retrô, mesmo com a mudança feita por Itamar Schulle, seguiu improdutivo. A equipe tentou acelerar pelas laterais, mas foi barrada pela linha defensiva alvirrubra. Muriel, praticamente um espectador, mal trabalhou no segundo tempo. A derrota deixa o time em situação delicada, ainda no Z-4 e a três pontos da salvação.
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Próximas partidas
O Náutico volta a campo no domingo (10), às 11h, em confronto direto com o Londrina, no Estádio do Café. Os dois clubes têm 26 pontos, mas o Alvirrubro leva vantagem no saldo de gols. Um novo triunfo pode encaminhar a classificação para a próxima fase da Série C.
O Retrô terá pela frente o São Bernardo no mesmo dia, às 19h, nos Aflitos. A equipe precisa vencer para manter viva a esperança de escapar do rebaixamento. Restando quatro rodadas, cada ponto se tornou decisivo para o time de Camaragibe.
FICHA DO JOGO
NÁUTICO 3 x 0 RETRÔ
Data: 04/08/2025, segunda-feira
Local: Estádio dos Aflitos, Recife (PE)
Público total: 13.914
Renda: R$ 327.590,00
Árbitro: Léo Simão Holanda (CE); Assistentes: Anderson da Silva Rodrigues (CE) e José Moracy de Sousa e Silva
Gols: Patrick Allan (41’/1T), Vinícius (2’/2T), Hélio Borges (5’/2T)
Náutico: Muriel; Arnaldo, Mateus Silva (João Maistro), Carlinhos e Igor Fernandes; Igor Pereira (Auremir), Marco Antônio e Lucas Cardoso (Patrick Allan); Vinícius (Kayon), Hélio Borges (Igor Bolt) e Bruno Mezenga. Técnico: Hélio dos Anjos
Retrô: Volpi, Gledson (Danilo), Robson Reis, Rayne, João Lucas; Iba Ly, Fabinho e Richard Franco (Radsley); Felipe Ferreira (Fialho), Tales (Maycon Douglas) e Vagner Love. Técnico: Itamar Schülle.
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