Após o rebaixamento do Sport ser concretizado, a movimentação política na Ilha do Retiro começa a ganhar força. Isso porque o presidente Yuri Romão anunciou na última semana que permanecerá na presidência do clube até o dia 31 de dezembro. E o nome de Severino Otávio, o Branquinho, vem sendo cotado como possível substituto para o cargo.

Severino Otávio foi presidente do clube em 2003 e 2004 e ocupou o cargo de vice-presidente de futebol em 2010, na gestão de Gustavo Dubeux. Branquinho é um nome que vem ganhando força entre lideranças do clube para ser o substituto de Yuri Romão, caso o atual presidente ocupe o cargo até o dia 05 de janeiro, o que de acordo com o artigo 87 do Estatuto rubro-negro abre espaço para a realização de uma eleição indireta, via Conselho Deliberativo.
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Porém, esse movimento não vem agradando aos grupos de oposição como o Leões da Mudança, que entende que com a saída de Yuri Romão, o clube precisa de uma eleição direta para o ano de 2026.
Ricardo Sá Leitão, do Leões pela Mudança, concedeu entrevista ao Léo Medrado & Traíras fez uma análise sobre possíveis brechas no estatuto do clube para a definição do novo mandatário para o próximo ano. E defende a ideia de eleições diretas após a saída de Yuri Romão.
“Novamente vem à tona essa falta de amor. Não tem outra explicação, porque uma pessoa que ame legitimamente o clube e que tenha o mínimo de vergonha na cara, senso de autopreservação, não sustentaria essa situação até janeiro. Acho que uma outra estratégia de ‘arrumadinho’ é que o artigo 88 fala da hipótese de licença. Ambos se licenciam e tem que convocar uma sessão do Conselho para fazer uma eleição indireta para essa substituição temporária, podendo durar seis meses, e, de repente, vai ganhando fôlego e a torcida começa a esquecer”, disse Ricardo Sá Leitão.
“Não advocamos nenhuma saída violenta. É continuar a pressão nas redes sociais, nos dias de jogos a torcida mobilizada para que a grande mídia tenha a dimensão da nossa insatisfação e para que possamos permanecer em alerta e cobrando, para que o sócio seja o protagonista e dono do destino do clube”, afirmou.











