O Sport passará por uma nova eleição no dia 15 de dezembro para eleger um novo presidente para um mandato tampão até o final de 2026, devido a renúncia do presidente Yuri Romão e do vice-presidente Raphael Campos.

Em entrevista exclusiva ao repórter Gabriel Itajara, do Torcida Hits, o candidato a presidência do Leão, Paulo Bivar, da chapa “Sport Eterno”, filho do ex-presidente Milton Bivar, falou sobre o motivo para lançar a sua candidatura.
“Quem tem medo de desafio, não deveria nunca colocar o nome para uma possível candidatura no Sport. O que estamos vivendo no clube prova isso. Sempre foi um sonho meu”, disse Paulo Bivar.
“O que acontece nesse momento é uma convergência de fatores que me permitem colocar meu nome neste momento, dentre eles: o momento de maturidade do meu negócio e da minha família, o fato de ser um mandato tampão de um ano, tudo isso me dá muita tranquilidade e muita confiança para poder me dedicar de corpo e alma para tirar o Sport da situação que está”, continuou.
Sport começa a cumprir cronograma de pagamentos da Recuperação Judicial
Paulo Bivar terá como vice em sua chapa Manoel Veloso, que trabalhou no clube entre 2020 e 2021. Alguns outros nomes que integram o grupo e já trabalharam no clube são Augusto Caldas e Tiago Petribú.
“Nosso grupo é muito bom. Não acho que existe no Sport um grupo com tanta experiência de ter tirado o clube de uma crise que talvez seja igual ou maior (do que em 2019-2020 na gestão de Milton Bivar), isso descobriremos em breve. Estou muito confiante e aposto muito na sinergia, na capacidade, inteligência e força de vontade do nosso time”.
Paulo Bivar também afirmou que houve interlocução entre o seu grupo e o “Leões pela Mudança” que também é de oposição e conta com um candidato na disputa, Matheus Souto Maior e afirmou que não vê problemas em uma disputa com três nomes. Além deles, Severino Otávio, o Branquinho, almeja ser presidente do clube.
“Houve muita interlocução com o pessoal do Leões pela Mudança, não necessariamente através da minha pessoa. Estamos sempre abertos para articular. Porque não unificar a chapa? Acho que todo processo democrático, ele depende de opções e uma única chapa, na minha opinião, é tirar do sócio o direito de fazer a escolha que ele considera o melhor para o clube”, falou.
“Então eu não vejo ter três candidatos como um problema. Acho que isso mostra a força que o Sport tem, em um momento tão delicado como esse ter três candidatos absolutamente qualificados para encarar esse desafio”, completou.
Sport oficializa Comissão Eleitoral para pleito suplementar
Bivar também destacou que enxerga a situação financeira do clube como o principal desafio em curto prazo da próxima gestão do clube.
“Eu desconfio e tudo indica que a situação financeira do clube vai ser extremamente pior do que estamos prevendo. Vimos recentemente a questão do contrato da Imply, venda do mando de jogo, então vem acontecendo absurdos que se formos analisar com calma, a venda do mando de campo para o Flamengo, foi muito antes da data do jogo, então o Sport está em uma situação financeira complicada há muito tempo. E aí vemos antecipação em cima de antecipação, para minimamente um esforço dessa gestão de sair sem dever nada a ninguém, mas aí é rolar esse problema pra frente para quem for assumir, então acredito que esse é o maior desafio em curto prazo na perspectiva administrativa-financeira”, afirmou.
“Mas precisamos entender que o Sport é um clube esportivo, onde o futebol é o coração dessa finalização. Então, quando for descoberto qual é a situação financeira, é elaborar um plano e começar a trabalhar no financeiro. Vamos precisar reconquistar o poder da instituição, a marca junto aos torcedores, as principais empresas, iremos precisar mostrar novamente a credibilidade que o clube tem a eventuais parceiros e patrocinadores. Quando você faz qualquer negociação no momento de fragilidade, você entra nessa negociação em um cenário de impotência, e esse é o desafio que teremos no Sport. Reconstruir a reputação do clube com muita criatividade, para que possamos conseguir negociar os melhores contratos e arrecadar recursos. Isso vem muito com o sucesso do futebol”, frisou.
Por fim, Paulo afirmou que caso seja eleito, buscará reunir pessoas que estejam interessadas em ajudar o clube a sair do momento complicado que atravessa com o rebaixamento confirmado a Série B do Brasileiro.
“Caso eleito, qualquer pessoa que queira ajudar o Sport em qualquer departamento, seja sócio ou um rubro-negro apaixonado terá as portas do clube abertas para isso. Quem tiver boas ideias, força de vontade e tempo disponível para ajudar o clube terá espaço na minha gestão. Isso vale para quem está no meu grupo agora ou para quem quiser se aproximar do grupo pós-eleição. Não será uma gestão isolada com poucas pessoas, será uma gestão de torcedores para os torcedores com foco em colocar o Sport no lugar que ele nunca deveria ter saído”.












