O Santa Cruz passa por uma queda de rendimento na Série D, fator que vem refletindo nos resultados das últimas partidas na competição. No domingo (13), a equipe coral ficou no empate por 1×1 contra o Santa Cruz/RN, no Arruda.

Em entrevista, o técnico Marcelo Cabo comentou sobre a atuação do time e lamentou os erros na finalização, e reconheceu que o time sentiu após o gol sofrido ainda na primeira etapa.
“Começamos bem o jogo, como sempre fazemos em casa, aquele Santa Cruz que vinha jogando com imposição, no campo do adversário. Contextualizando o jogo, quando o Santa Cruz de Natal fez o gol era para estar 3 a 1 para nós, criamos chances, um volume muito grande. Mas a partir do gol, nos desarticulamos e a bola começou a pesar. Nós chegamos algumas vezes, mas não como nos primeiros 15 minutos. O time sentiu o gol”, disse.
“Diferente do jogo contra o Central, nós tivemos organização e volume. Tivemos essa desarticulação dos 15 aos 45 do primeiro tempo, depois a gente tem volume e imposição. Tivemos o controle do jogo, mas na hora de finalizar a gente peca, pela nossa incapacidade de fazer gol. Por isso não saímos com a vitória”, pontuou.
O treinador ficou na bronca com a arbitragem por conta de um lance envolvendo o atacante Renato, no segundo tempo, onde cobrou a marcação de um pênalti a favor da equipe tricolor.
“Mais uma vez, a arbitragem interferiu no resultado. O pênalti no Renato foi claro. Como foi lá em Natal. Não sou cara de transferir responsabilidade, mas o árbitro interferiu no resultado não dando um pênalti claro para o Santa, que alteraria o placar, vencendo por 2×1. Não é o primeiro pênalti a favor da gente que não é marcado”.
Apesar de conseguir o gol de empate nos acréscimos, o time foi vaiado pela torcida ao final do jogo. Com o resultado, o time tricolor chegou ao terceiro jogo consecutivo sem vencer. Nos cinco jogos do returno da Série D, venceu apenas um. Marcelo Cabo comentou sobre a cobrança e a oscilação do time no campeonato.
“Nós amadurecemos. Aquele jogador que nunca conviveu com uma vaia, com uma cobrança mais forte, vai viver isso aqui no Santa Cruz. Pelo tamanho do clube e pela exigência da torcida, isso é normal. A gente precisa ter resiliência para superar”, falou.
“Vivemos um primeiro turno de excelência. Agora, enfrentamos uma oscilação. Isso é normal nesse tipo de competição. Precisamos voltar a ser um time linear, consistente e vitorioso. Esses momentos difíceis vão nos deixar mais fortes para a fase decisiva”, frisou.
O Santa Cruz segue liderando o Grupo A3 da Série D com 24 pontos, porém a distância foi reduzida em relação aos concorrentes. O time coral volta a campo no próximo domingo (20), às 16h, contra o Horizonte, no estádio Domingão.












