Punição definida. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acatou o pedido da Procuradoria-Geral e determinou que o Internacional jogue com portões fechados por conta do ato racista realizado na partida contra o Sport na última segunda-feira (31), pela terceira rodada do Brasileiro Feminino. Com isso, o time feminino do clube gaúcho jogará sema a presença de público até o julgamento do caso.
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Na ocasião, uma banana foi jogada em direção ao banco de reservas do Sport nos minutos finais da partida, após a equipe rubro-negra conseguir o gol de empate na partida. Após isso, o diretor de futebol feminino do Sport, Alessandro Rodrigues, dirigiu-se a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Nesta terça-feira (01), o Internacional informou que o ato foi cometido por uma jogadora das categorias de base do clube e que o contrato dela foi rescindido.
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O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, comentou sobre a decisão do STJD que agiu em pouco mais de 12 horas após o ocorrido.
“O futebol brasileiro agiu rápido no combate ao racismo. Em pouco mais de 12 horas, a Justiça Desportiva já proferiu uma decisão dura, colocando o Internacional para jogar com portões fechados até o que o caso seja julgado. Em casos de racismo a CBF sempre se antecipa e vai propor punições preventivas contra os racistas. Desta vez não foi diferente”, falou.
Após a partida, tanto Sport quanto Internacional emitiram nota de repúdio sobre o assunto, na ocasião o clube gaúcho afirmou que já havia identificado a pessoa que atirou a banana contra o banco de reservas da equipe rubro-negra.
A CBF também emitiu nota na última segunda-feira (31) e informou que havia enviado de imediato toda a documentação para a Procuradoria – Geral do STJD e pediu punição preventiva para que o clube gaúcho cumpra três partidas de portões fechados fora da capital gaúcha até o julgamento da questão.